Julgamento fura-fila: condenação de Lula é prioridade do TRF4

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Antigo SNI e militares estão organizando espionagem e repressão ao ato

A própria imprensa golpista divulgou matéria na segunda-feira, dia 8, afirmando que o TRF4 passou por cima de sete processos da Lava Jato para realizar o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 24 de janeiro. Os desembargadores furaram a fila e romperam a conhecida lentidão das repartições públicas para colocar o processo de Lula em primeiro lugar.

Para qualquer um que conheça minimamente a situação política brasileira, a pressa em julgar e condenar Lula não deve ser novidade. De qualquer maneira, ao furarem a fila, os desembargadores mais uma vez dão mostras de que a prioridade é condenar Lula. Não deve haver dúvida sobre esse problema.

A única coisa capaz de fazer os juízes do TRF4 voltarem atrás seria uma mobilização popular que colocasse medo na burguesia. O medo de que a situação política saia do controle caso Lula seja condenado. E essa é uma possibilidade, a própria direita sabe disso, por isso tratou também essa semana de publicar pareceres dizendo que mesmo se for condenado, Lula não seria preso imediatamente. A intenção é claramente esfriar os ânimos dos militantes.

Em outro flanco, a burguesia tenta também intimidar os movimentos anunciando o “monitoramento” de organizações envolvidas na convocação do ato em Porto Alegre por parte das Forças Armadas, Abin e Polícia Federal. Essa ação ilegal de espionagem, que remete aos piores momentos da ditadura militar, tem como objetivo conter uma possível reação mais enérgica por parte da manifestação.

A direita está decidida a condenar Lula. Os desembargadores, todos direitistas, já mostraram que a prioridade é essa. Por isso, é preciso uma ampla mobilização, não uma manifestação eleitoral ou que sirva apenas para “convencer” os já decididos juízes, mas uma at que coloque em xeque o próprio regime golpista.

Se a direita está decidida a condenar Lula, a manifestação deve sair à rua decidida a não deixar condenar, não deixar prender!

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