Segurança agride mulher no metrô de São Paulo

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Não bastando a existência de um aparato repressor como a Polícia Militar, a população ainda precisa lidar com uma segurança privada que é feita no metrô de São Paulo que reflete a mesma proporção de repressão contra os trabalhadores diariamente. São os chamados “urubus”.

No mais recente episódio, o que aconteceu se deu pela agressão de um dos seguranças do metrô de São Paulo a uma mulher na estação Vila Matilde no dia 19 de dezembro. A vítima, Juliana da Silva, é vendedora ambulante juntamente com sua companheira, Marta dos Santos, que foi a primeira a sofrer a abordagem feita pelo segurança. O que de fato aconteceu se caracteriza pelo ataque do segurança à companheira da vítima, que ao tentar defendê-la foi recebida com um tapa na cara do segurança.
Além disso, conforme relatado pelos presentes no local, o agressor também ameaçava quem estava filmando ou quem tentou ajudar as mulheres que sofriam agressão. Esta é a mais clara expressão de para que servem os tais órgãos de segurança que passam desde a Polícia Militar até a segurança privada como a oferecida no metrô de São Paulo. Querem o esmagamento da população pobre, algo que se acentuou com o golpe de Estado.
No caso as moças estavam apenas sentadas no metrô normalmente como qualquer outro passageiro e foram abordadas de forma truculenta e violenta. Logo, dá pra imaginar que se é dessa forma que tratam mulheres, agredindo de maneira indiscriminada, numa situação diferente, usando o próprio exemplo de ambulantes, a coisa tende a ser ainda pior, mostrando o caráter fascista dessas forças de segurança e das pessoas que representam.
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