Mulheres presas se multiplicam durante golpe de Estado

Compartilhar:
Mulheres presas se multiplicam

Neste um ano de golpe de Estado sobre a presidenta Dilma Rousseff, multiplicou-se por oito o total de mulheres presas no Brasil comparando aos últimos 16 anos. Os números de presos no país aumentaram exponencialmente, havendo hoje mais de 700 mil pessoas presas e o número de mulheres passou de 5.601 em 2000 para 44.721 em 2017, segundo o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça.

O Brasil possui a quinta maior população de detentas do mundo – a terceira se considerados ambos os sexos. Das 1.422 prisões brasileiras, 107 (7,5%) são exclusivamente femininas e outras 244 (17%) mistas, conforme o Depen. Entre as 44,7 mil detidas, 43% são provisórias, à espera de julgamento definitivo.

A doutora em Direito ex-Diretora do Depen, Valdirene Daufemback, explicou que “há um acúmulo de estudos e normativos importantes sobre a questão das mulheres em situação de privação de liberdade que já nos permitiria ter outra realidade sobre esse assunto[…]. No entanto, à revelia de tudo que se conhece sobre o encarceramento de mulheres, o sistema penal brasileiro continua agravando o problema destinando à prisão de mulheres que são, na maioria, presas por envolvimento com o tráfico, em estabelecimentos impróprios, com procedimentos que não consideram as especificidades de gênero. Há boas práticas na America Latina que possuem uma relação muito mais efetiva e razoável. A Costa Rica é um dos países que criou medidas legislativas e programas que privilegiam a aplicação de medidas de responsabilização em meio aberto“ – afirmou.

Essa realidade cruel do capitalismo esmaga as mulheres brasileiras como um rolo compressor e os golpistas que retiraram Dilma Rousseff planejaram cuidadosamente esse encarceramento em massa.

Qualquer partido que reivindique minimamente o interesse operário deve lutar pela dissolução da PM, pela soltura dos presos e pela legalização de todas as drogas. Qualquer grupo que lute pela causa feminina deve lutar pela libertação das presas.

artigo Anterior

Dono de supermercado faz campanha contra aborto

Próximo artigo

O crescimento exponencial da violência nas periferias no Brasil pós-golpe

Leia mais

Deixe uma resposta