Só os EUA apoiam Israel

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Só os EUA apoiam Israel

Israel é um enclave imperialista no Oriente Médio imposto à região para que os EUA possam controlar a área. Junto com a Arábia Saudita, é um dos principais pilares da dominação estrangeira do Oriente Médio. Embora todos reconheçam a Arábia Saudita como uma monarquia medieval e uma ditadura brutal, o imperialismo tenta apresentar Israel como uma “democracia”. Mais ainda, a única democracia da região. No entanto, Israel impõe um regime de apartheid contra os palestinos, de quem os sionistas roubaram as terras para fundar seu Estado judeu.

Na terça-feira (26), a ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Hotovely, afirmou que o governo israelense estaria em contato com “outros 10 países” que estariam dispostos a reconhecer Jerusalém como capital de Israel. No entanto, Hotovely não nomeia esses países. Depois de Donald Trump anunciar que mudaria a embaixada norte-americana de Tel Aviv para Jerusalém, a Guatemala foi o único país que seguiu essa mesma política, sob pressão dos próprios EUA.

Na ONU, os EUA foram derrotados em uma votação a favor de uma resolução que considera a mudança da embaixada uma decisão nula. Ao todo, 128 países votaram contra os EUA, apenas Israel, os próprios EUA, a Guatemala e outros seis pequenos países votaram contra a resolução. No fundo, apenas os próprios EUA e Israel.

Essa situação mostra o verdadeiro apoio que os sionistas têm no mundo. Enquanto a esmagadora maioria dos países condenou uma medida rejeitada pelos palestinos esmagados pelo Estado israelense, apenas os EUA apoiam Israel. Agora, o imperialismo procura pressionar outros países para fazê-los apoiar essa medida à força.

Jerusalém é reivindicada pelos palestinos para ser a capital de um futuro estado palestino. Os sionistas estão procurando impossibilitar que a Palestina tenha um estado próprio, avançando a cada dia sobre terras palestinas por meio de novas ocupações ilegais promovidas pelo Estado. Desde o anúncio de Trump no dia 6 de dezembro mudando a embaixada norte-americana para Jerusalém, protestos massivos contra a medida se espalharam por todo o mundo muçulmano, em países do Oriente Médio, Ásia e África.

Da parte de Trump, a medida visa reforçar o apoio de sua base evangélica diante da ofensiva da oposição para derrubá-lo por meio de um impeachment. Por meio dessa medida, Trump exportou a crise interna do regime norte-americano, tornando-a uma crise externa da política do imperialismo.

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