10.000 professores em greve em frente ao palácio do Buriti, em Brasília. “Se não negociar, nós vamos ocupar”

Compartilhar:

Professores em greve em Brasília-DF ocupam o eixo monumental e a frente do Buriti na capital federal. Após  a assembleia que definiu continuidade da paralisação, grupo de docentes forçou entrada no Palácio aos gritos de “negociar!”.

Segundo o site “metropoles“: “Os professores da rede pública do DF decidiram manter a greve mesmo após a decisão da Justiça que considerou a paralisação ilegal e determinou o retorno imediato à sala de aula. A manutenção do movimento foi aprovada em assembleia nesta quarta-feira (29/3), em frente ao Palácio do Buriti, por mais de 1.000 docentes.” 

Os professores da rede pública do DF decidiram manter a greve mesmo após a decisão da Justiça que considerou a paralisação ilegal e determinou o retorno imediato à sala de aula. A categoria, mesmo com toda a pressão, não recuou e avança com a greve que, no DF e em todo o Brasil, precisa se levantar contra todo o regime golpista (que inclui a ditadura do judiciário) para conquistar suas reivindicações.

No DF, uma parte expressiva de professores e orientadores aderiu à greve contra o golpe e os ataques dos golpistas, e outra parte muito importante dos grevistas incorporou-se efetivamente à luta participando ativamente dos piquetes. Quando não estão nos piquetes, muitos dos professores estão junto à suas famílias, nos ponto de ônibus, com os vizinhos ou no mercado atuando politicamente em favor da greve.

A greve, iniciada em 15 de março, tem a adesão de mais de 70% dos 28,5 mil servidores ativos, segundo o Sindicato dos Professores (Sinpro). A Justiça estabeleceu multa de R$ 100 mil para cada dia em que os docentes ficarem fora da sala de aula. O sindicato recorreu da decisão. Além disso, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) mandou cortar o ponto de todos os grevistas.

Quem decide se mantém a greve é a categoria. Não vai ser a Justiça que vai decidir o que vamos fazer. Nós já recorremos e quem está ilegal é o governo, que não respeita o movimento que é um direito nosso”, disse Samuel Fernandes, diretor do Sinpro.É evidente que contra esse movimento os trabalhadores terão que enfrentar a imprensa golpista e as medidas concretas do Golpe que já foram aprovadas como o congelamento por 20 anos do orçamento destinado à Educação, Saúde, Terceirização, etc. E esse enfrentamento deve seguir o exemplo dos professores do DF em greve e nos piquetes.

A greve da Educação é acima de tudo uma greve política, contra o regime golpista que ataca os trabalhadores e essa compressão deve crescer juntos aos piqueteiros e aos trabalhadores do país que já devem se preparar para uma ação em conjunto, a greve geral.

veja mais sobre o assunto:

http://www.causaoperaria.org.br/acervo/acervo/2017/03/25/professores-df-piquetes-contagiam-os-professores-e-crescem-em-qualidade-e-quantidade/

http://www.causaoperaria.org.br/acervo/acervo/2017/03/24/professores-df-a-greve-e-politica-e-nao-meramente-sindical/

http://www.causaoperaria.org.br/acervo/acervo/2017/03/23/ceilandia-df-estudantes-saem-as-ruas-em-apoio-a-greve-nacional-da-educacao/

http://www.causaoperaria.org.br/acervo/acervo/2017/03/22/professores-df-grande-assembleia-matem-greve-por-tempo-indeterminado/

http://www.causaoperaria.org.br/acervo/acervo/2017/03/25/professores-df-piquetes-contagiam-os-professores-e-crescem-em-qualidade-e-quantidade/

 

artigo Anterior

Valls apoia Macron nas eleições

Próximo artigo

Ir às ruas pela anulação do impeachment

Leia mais

Deixe uma resposta