Intervenção militar: o Exército toma conta de Vitória

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Sem alarde, os militares estão ocupando as ruas no país. Se os governos petistas capitularam para que o Exército ocupasse as favelas para a criação das UPPs no Rio de Janeiro, o governo golpista está popularizando e fazendo propaganda da ação dos militares. É isso o que ocorre no Espírito Santo.

Sob o pretexto da segurança pública e uma conveniente “greve” de policiais, o governo golpista de Michel Temer autorizou o envio de soldados do Exército e da Força Nacional de Segurança para a capital do estado, Vitória.

Oficialmente, os policiais militares não estão em greve, até porque é proibido. Eles estariam sendo impedidos de sair dos quartéis por seus familiares e manifestantes que fecharam os portões em protesto por melhores salários e condições de trabalho. Uma vez mais, conveniente, para a polícia e para os golpistas.

A imprensa golpista passou o dia (segunda-feira, 6 de fevereiro) mostrando pessoas correndo, tiroteio, lojas sendo saqueadas. De acordo com a imprensa foram registradas várias mortes e assaltos. A “greve” dos policiais teria provocado o caos.

Ao contrário do que se vê em muitos casos, não há críticas à gestão de governos, apenas o “relato” por parte da imparcial imprensa de que os policiais saíram das ruas e a bandidagem tomou conta. Inclusive a pacata população teria sido levada a atos de vandalismo, estimulada pelo banditismo e caos generalizado. É muita falácia.

Na internet policiais promovem a divulgação de vídeos em que eles conversam com os “manifestantes” que impedem a saída dos batalhões. Diálogo. Nada de usar cassetetes. Spray de pimenta só para os familiares de outro tipo de manifestantes…

Até agora não está claro o que de fato está acontecendo. O certo é que tudo está servindo bem aos interesses dos golpistas.

Não é de hoje que dizemos nessas páginas que há a intenção por parte dos golpistas de colocar as Forças Armadas em evidência. Nada melhor para a propaganda em favor dos militares que, em meio a uma grave crise econômica, social e política, possam representar a paz e a ordem diante do “caos”.

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