Imprensa golpista faz propaganda dos coxinhas

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No último domingo (20/11), data em que se relembra a luta do povo negro, grupos financiados pelo imperialismo convocaram um ato a favor das “medidas contra a corrupção”, projeto de lei proposto por membros do Ministério Público Federal (feitos sob medida para legalizar uma série de arbitrariedades consolidando o Estado Policial dos golpistas).

A manifestação que reuniu poucos “coxinhas” (segundo os organizadores 10 mil pessoas, ou seja, pouco mais de 3 mil pessoas) recebeu destaque na Folha de S. Paulo. Entre as palavras de ordem contra Lula e o PT e gritos exaltando o Savonarola brasileiro, Sérgio Moro, cartazes de “Fora Renan” e “fim do foro privilegiado” faziam parte do repertório dos manifestantes com direito a declarações do “expoente” do Vem Pra Rua, Rogério Chequer.

Rogério Chequer e o seu Vem Pra Rua ficaram famosos após matéria da BBC Brasil denunciando a falta de “transparência” desses grupos que se negam a tornar pública a origem de seus recursos e doações (para se autoproclamarem “apartidários” e esconderem o financiamento estrangeiro). Mais uma vez os símbolos incluem bonecos infláveis e camisetas da CBF: o mesmo esquema das manifestações pedindo impeachment.  Para tentar imprimir um caráter “nacional” ao vergonhoso esforço de destruição da economia e do pouco que resta de direitos para a população, um ato similar reunindo cem pessoas em Brasília foi citado pela imprensa entreguista. Outra iniciativa para simular “apoio popular” ao golpe foi citada na reportagem. Voltaram a falar da “invasão” do plenário da Câmara dos Deputados na quarta-feira por cerca de cinquenta fascistas ligados a Bolsonaro.

O ato não foi grande nem digno da cobertura jornalística que recebeu, mas é e será usado para fazer propaganda e servir aos objetivos da manipulação descarada da imprensa em campanha pela aprovação da ditadura do MPF camuflada de “pacote de medidas contra a corrupção”. Simultaneamente, no vão do MASP, acontecia o ato dos coletivos, movimentos e partidos pelo Dia da Consciência Negra. Apesar de ser um ato muito maior e muito mais relevante do que meia dúzia de histéricos da direita golpista o jornal praticamente ignorou o ato dos negros. A manifestação de resistência do povo negro foi chamada de movimento do “PT” e da “esquerda” e só apareceu como detalhe secundário, pois o “fato relevante” para a Folha são os coxinhas que foram até o vão do Masp fazer provocação.

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