UFRGS à caminho da meritocracia

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A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) está, nesta semana, sendo alvo de muita polêmica devido ao debate de sua política de cotas. O Conselho Universitário (CONSUN), órgão máximo de função normativa, deliberativa e de planejamento da instituição, deve votar, nesta sexta-feira, a proposta que pode atingir os próximos candidatos a uma vaga na Universidade na condição de cotista.

O CONSUN, embora tenha representantes da comunidade e do corpo discente, é fortemente integrado pelos que fazem parte do corpo administrativo da Universidade, como o Reitor, o Vice-Reitor e os presidentes das Câmaras de Graduação, Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão.

A alteração que será votada no CONSUN pretende que, no sistema de cotas, que os alunos egressos de escolas públicas não possam disputar o vestibular em duas modalidades (cotistas e ampla concorrência), mas apenas em uma. A Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) alega que isso é necessário porque o atual sistema faz com que haja um “confuso cruzamento de vagas, listas e modalidades de ingresso”.

Os estudantes, por sua vez, se colocaram contra a votação. Segundo a coordenadora geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE), “hoje, o candidato (cotista) disputa mais ou menos 62% das vagas. Sem essa concomitância, vai disputar só 12,5%”. Portanto, o que parece ser uma mera medida de otimização burocrática, na verdade é um ataque aos direitos de classes oprimidas.

O que acontece na UFRGS é o que vem acontecendo em todo o país: um crescimento exponencial da direita para atacar aqueles que não fazem parte da burguesia. O discurso da meritocracia cada vez mais se faz presente em Universidades e artigos de opinião. A mobilização contra o golpe é a única forma de garantir os direitos da classe trabalhadora e dos estudantes.

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