Concessões: a farra do interesse do capital

Compartilhar:

Os jornais começaram nova rodada de apoio às medidas antipovo dos golpistas. Escondido em expressões como “fim da modicidade tarifária” aparece a defesa ferrenha das privatizações utilizando o mecanismo de concessão e retirando todo e qualquer empecilho à ganância desmedida dos capitalistas.

A prioridade do governo golpista é alterar o modelo anterior que limitava a taxa de retorno dos empresários ao priorizar nos contratos a menor tarifa oferecida. Essa política desastrosa pôde ser observada, por exemplo, na Argentina em que as tarifas de serviços essenciais como água, gás e transporte aumentaram até 500%.

As “concessões” que os golpistas pretendem fazer inicialmente engloba os sistemas de saneamento básico do Rio de Janeiro, Pará e Rondônia. Na sequência, pretendem entregar “mobilidade urbana”, “resíduos sólidos” e “eficiência energética”, ou seja, transporte, energia e coleta de lixo vão ser serviços dependentes, “da taxa de retorno”, do lucro, da boa vontade dos capitalistas.

Não custa lembrar a maravilhosa eficiência dos empresários à frente da Sabesp na crise hídrica de São Paulo: o interesse e o bem estar da população certamente estará protegido (só que não). O que os golpistas pretendem fazer é um verdadeiro crime, deixando a população das cidade à mercê de meia dúzia de empresários preocupados somente com os próprios bolsos (a famosa taxa de retorno).

artigo Anterior

Nova forma de “parceria” do Estado com os capitalistas

Próximo artigo

O “ensaio de uma greve geral” é suficiente para fazer tremer a burguesia

Leia mais

Deixe uma resposta