A política dos golpistas é proibir

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O Ministro do Desenvolvimento Osmar Terra quer acabar com bebidas alcoólicas

Osmar Terra do PMDB quer substituir todos os representantes da sua pasta que participam das discussões sobre políticas antidrogas por outros que tenham uma posição contrária à legalização de entorpecentes. É autor de um projeto de lei que permite a internação involuntária de dependentes químicos. Deseja também acabar com a distinção entre usuário e traficante. No pacote, Osmar Terra também quer restringir ao máximo o consumo de bebida alcoólica.

Longe de considerar um problema social, um desgaste de toda a classe operária brasileira e mundial que têm problemas com alcoolismo, o ministro parece pensar que proibir irá acabar com a procura pelo álcool. Temos um exemplo na história que põe em frangalhos essa teoria.

Na década de 1920, nos Estados Unidos, a lei seca levou a formação de quadrilhas que contrabandeavam bebidas alcoólicas para a população que a queria. A proibição, longe de acabar com o uso da bebida, aumentou o crime organizado, a violência, os assassinatos e matou mais pessoas com álcool contaminado e tóxico. O criminoso Al Capone ficou conhecido na história por comandar uma das maiores máfias do álcool.

“O mundo inteiro caminha na direção da rediscussão da improdutiva guerra às drogas”. Quem disse a frase após um espetáculo ridículo de Osmar Terra na Câmara dos deputados foi o professor Luís Fernando Tófoli, do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Unicamp. Luís Fernando Tófoli parece reconhecer que o tráfico, na verdade,  é impulsionado por governos e capitalistas. O próprio governo dos Estados Unidos, através da CIA, patrocina cartéis do tráfico para controlar regiões no mundo todo.

“Voltou a ter álcool nos estádios de futebol”, condenou o ministro.

Se depender dele, proibindo o álcool e igualando traficante e usuário, uma cerveja de domingo pode levar a anos de prisão. É evidente que se trata de mais uma política repressiva que vai atingir principalmente a classe operária.

O ministro golpista é, como todos os demais, um lobo em pele de carneiro. Várias denúncias de uso de dinheiro público para compras em fim de semana: de pipoca no cinema a sanduíche no McDonald’s. Garantirá que o uísque caro importado chegue a seus aliados golpistas, que o champanhe chegue em festas chiques e que os licores estejam à mesa no fim das refeições. Agora, a cervejinha dos operários e dos torcedores de futebol tem que ser restringida. Todas as liberdades, até a de se divertir, serão atacadas pelo governo golpista.

 

 

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